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FIBRA
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Nos últimos meses tenho me posicionado sobre as saídas que o empresário brasileiro têm para enfrentar os momentos críticos acarretados em função da crise financeira mundial iniciada nos Estados Unidos. Com os seus reflexos se intensificando a partir do último trimestre do ano passado, o impacto maior se deu especialmente no setor de exportação brasileiro. Mesmo assim, as vendas externas da indústria da capital brasileira encerraram o ano de 2008 com US$ 165,793 milhões, um aumento de 103% em comparação com os US$ 81,528 milhões em 2007.
O comércio exterior iniciou 2009 emitindo sinais de descompasso. As exportações seguiram em ritmo de espera entre janeiro e fevereiro. Houve uma ligeira recuperação entre março e abril, mas voltou a recuar no mês passado, quando as exportações somaram US$ 8,993 milhões. Mas, este patamar foi alcançado em especial pelo setor agroindustrial. Ou seja, carnes de frango e miudezas e grãos de soja foram os principais produtos da pauta das indústrias da capital brasileira.
Com isso, o comércio internacional alcançou US$ 42,138 milhões nos cinco primeiros meses de 2009. Na prática, o resultado segue o comportamento das demais unidades da federação. Ou seja, houve um recuo de 25,63% nas vendas comparado com o mesmo período do ano passado. O governo tem feito o dever de casa dando incentivo aos exportadores nacionais, quer seja na oferta de crédito ou até mesmo na abertura de canais de negociações com os países/parceiros que compram os nossos produtos.
E este quesito mostra a concentração das compras pela Venezuela. O país da América do Sul é responsável por 45,15% das exportações do DF nos cinco primeiros meses do ano. Neste período, vendemos R$ 19,161 milhões, e, em segundo lugar vem o Kuwait com US$ 4,429 milhões. Portugal ocupa a terceira posição no ranking com US$ 3,835 milhões. Estes números foram divulgados esta semana pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e reforçam o empenho necessário para avançar ainda mais neste mercado.
E nesta parafernália toda que envolve a economia globalizada, o IPEA divulgou nesta semana o resultado da quinta edição da pesquisa Sensor Econômico, avaliação que dá sinais de otimismo por parte do empresariado nacional. E parte da indústria do DF integra a base da consulta, o que mostra que os números refletem o pensamento da economia local.
Outro dado mais alvissareiro mostra que a venda dos eletrodomésticos da linha branca – geladeiras e máquinas de lavar – teve crescimento da ordem de 50%. Isso é um resultado surpreendente se levarmos em conta o momento pelo qual passou a economia brasileira. Numa outra ponta, a pesquisa da Fibra mostrou aumento na oferta de emprego e incremento do parque industrial no mês de abril. Estes dados sinalizam para um momento de recuperação no mercado interno. Esperamos que, do mesmo modo, possamos obter melhores resultados melhores no comércio internacional.
Antônio Rocha, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra)