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No acumulado do ano, até setembro, o faturamento cresceu 3,71% e emprego aumentou 2,66%
Os resultados da pesquisa “Indicadores de Desempenho da Indústria do DF” do mês de setembro revelam uma dualidade no comportamento da atividade industrial – o nível de utilização da capacidade instalada registrou expansão, mas o faturamento e o emprego apresentaram pequeno recuo. A pesquisa é realizada mensalmente pela Federação das Indústrias do DF (FIBRA), em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi – IEL/DF e com apoio do SEBRAE/DF. No entanto, no acumulado do ano, até setembro, tanto o faturamento, como o emprego, cresceram, respectivamente, 3,71% e 2,66%.
“Essa dualidade do comportamento mensal reflete a transição do período de médio padrão de produção, que abrange julho e agosto, para um nível mais elevado, que geralmente vai de outubro a dezembro. Setembro é exatamente o mês dessa transição para o nível mais expressivo de produção”, explica o presidente da Fibra, Antônio Rocha.
A utilização da capacidade instalada (UCI) da indústria brasiliense alcançou 65,53% em setembro, sem ajuste sazonal. Com isso, o indicador avançou 0,28 ponto percentual frente a agosto, estabelecendo uma trajetória de três meses consecutivos de expansão. Setorialmente quatro das seis atividades pesquisadas registraram aumento no indicador em relação a agosto: Vestuário e Acessórios (+3,57 p.p.), o grupo “Outras Indústrias” (+3,11 p.p.), Fabricação de Produtos de Metal (+2,30 p.p.) e Edição e Impressão (+0,63%). Na comparação com setembro de 2008 houve recuo de 1,17 ponto percentual. A UCI média dos primeiros nove meses do ano atingiu 64,02%, taxa inferior a verificada em igual período do ano passado (64,85%).
Já o faturamento industrial apresentou queda de 0,41% em setembro frente a agosto, desconsiderando-se o ajuste sazonal, após quatro meses consecutivos de expansão. Por outro lado, as demais bases comparativas continuam apresentando resultados positivos. No acumulado de janeiro a setembro de 2009, o crescimento de 3,71% frente a igual período de 2008 mostra que o indicador vem avançando em um ritmo cada vez mais acelerado, sobretudo, no que tange aos três últimos resultados. Em termos setoriais, o avanço anual continua sendo influenciado pelas atividades de Alimentação (12,51%), Fabricação de Produtos de Metal (7,93%) e de Edição e Impressão (3,49%). Juntas essas atividades são responsáveis por quase 50% da variação do indicador agregado. Frente a igual mês do ano passado (setembro de 2008) houve expansão de 15,09%. Essa é a quinta taxa positiva do indicador.
A queda de 0,41% observada no faturamento da indústria brasiliense em setembro frente a agosto abrangeu quatro das seis atividades pesquisadas pela Federação. No entanto, cabe destacar que o desempenho negativo do indicador agregado foi impulsionado por Madeira e Mobiliário e Confecção do Vestuário, que assinalaram recuo de 27,93% e 17,74%, respectivamente. No caso da atividade de fabricação de móveis, o resultado reflete o ajuste do nível de vendas de uma única empresa, logo após o registro de uma grande venda em agosto.
O emprego industrial recuou 0,16% em setembro frente a agosto, sem ajuste para a sazonalidade. Assim como o faturamento, as demais bases comparativas continuam registrando taxas positivas. No acumulado do ano, até setembro, houve um crescimento de 2,66% no contingente de pessoal empregado na indústria brasiliense, frente a igual período de 2008, o que mostra que a expansão do indicador vem ganhando fôlego. Frente a setembro de 2008, o emprego industrial expandiu-se 7,34%, mantendo uma trajetória de quatro meses consecutivos de taxas positivas.
Em termos setoriais, a expansão anual vem sendo impulsionada principalmente pelas atividades de Alimentação (7,53%) e Móveis (6,16%) que representam quase 51% da ocupação industrial. Por outro lado, as atividades relacionadas com o gênero de serviços industriais permanecem em queda. A atividade de Informática e de Reparação e Manutenção de Veículos automotores assinalaram recuo de 10,45% e 5,85%, respectivamente
A retração de 0,16% do emprego industrial em setembro frente a agosto, sem ajuste sazonal, interrompeu a trajetória de seis meses consecutivos de crescimento do indicador. No entanto, o fenômeno não abrange todas as atividades pesquisadas. Apenas duas entre as seis atividades apresentaram decréscimo no contingente de empregados. São elas: Edição e Impressão (-1,12%) e Alimentação (-0,94%). Cumpre destacar que as duas atividades representam 31% do total de empregados na Indústria de Transformação.
Elton Pacheco
Assessoria de Imprensa Sesi-DF
Federação das Indústrias do DF (Fibra)
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