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FIBRA
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Artigo publicado originalmente no Jornal de Brasília, em 5 de julho de 2010.
O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) é uma reserva financeira administrada pelo Ministério da Integração Nacional. Os repasses de financiamento são fixos e proporcionais às necessidades de cada estado. Querer aproveitar um momento de crise para transformar o FCO em um fundo exclusivo de Goiás e Minas Gerais não resolve o problema do Entorno. A solução para amenizar as desigualdades entre as diferentes cidades da região passa por uma política integrada e não excludente.
Em 2009, foram investidos em torno de R$ 30 milhões somente em infraestrutura urbana. É notório, ainda, o fato de que os aparelhos públicos do DF são utilizados também por pessoas que vivem em Goiás e Minas Gerais. Boa parte dessa população vem estudar e trabalhar em Brasília.
Como pólo de atração, a capital gera muitos empregos para municípios desses estados. No período de 1989 a 2009, foram contratadas 18.620 operações no DF pelo FCO, no valor total de R$ 1,7 bilhão, que geraram 139 mil empregos. Ressalte-se que o setor público não será o grande empregador do futuro. E sim o setor produtivo, que necessita cada vez mais de investimento. Além disso, o DF recebe a menor fatia do FCO e caso não utilize todos os recursos, a sobra é redistribuída entre os estados. Em qualquer circunstância, retirar essa verba do Distrito Federal significa prejudicar o desenvolvimento de todo o Entorno.