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FIBRA
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Artigo publicado originalmente no Jornal de Brasília, em 12 de setembro de 2010.
A economia brasileira perde R$ 150 bilhões com os feriados nacionais. Significa dizer que a cada duas décadas o País perde um PIB inteiro. Agora, imagine se a essa conta forem acrescidos de três a sete feriados a mais, de acordo com o desempenho da seleção masculina na Copa do Mundo, como propõem alguns deputados. O prejuízo seria enorme.
Não é preciso paralisar o Brasil para reconhecer a importância do futebol. Tampouco é necessária uma alteração na lei para estabelecer algo que pode ser definido pela livre negociação. O setor produtivo não é contra a maior paixão nacional. Somos contra uma imposição legal para definir como feriado uma paralisação que pode ser negociada de acordo com as características de cada empresa.
Para alguns segmentos, os jogos são sinônimos de perdas nas vendas. Em alguns casos, essas perdas são de até 50%. A Confederação do Comércio fez as contas. Em cada dia parado, o setor perde R$ 4,5 bilhões no país inteiro. O bem-estar da coletividade não será alcançado por decreto ou lei. Cálculo feito pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) revelou que a economia brasileira perdeu em torno de R$ 24 bilhões com os dias parados durante a primeira fase da Copa. Vale ressaltar ainda que outros países em desenvolvimento, concorrentes diretos do Brasil, possuem menos feriados que nós. A Espanha, país da seleção campeã, não parou durante os jogos. Vamos celebrar a Copa com geração de emprego e renda.