Autonomia do Banco Central

FIBRA
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Artigo publicado originalmente no Jornal de Brasília, em 5 de dezembro de 2010.

O Banco Central é o guardião da moeda nacional. Para cumprir bem o seu papel, a instituição dispõe de um conjunto de instrumentos que vão desde a fixação de taxas de juros até a realização de depósitos compulsórios. Atuar com autonomia significa exercer essa política monetária da melhor forma possível para economia, segundo o entendimento dos diretores do banco, especialistas na área. Em outras palavras, significa tomar decisões com maior independência, amparadas em informações técnicas e em análises econômicas e financeiras.

É importante lembrar: o Banco Central não é o responsável pelos gastos do governo, apontados como responsáveis pela alta da inflação e dos juros, tampouco pela burocracia e pela alta carga tributária. Além disso, a política monetária ganha credibilidade quando os seus formuladores podem atuar de forma técnica. O respeito internacional concedido ao Banco Central brasileiro nos últimos anos se deve em grande parte a autonomia de sua gestão e a independência das decisões tomadas durante o governo Lula. A autonomia visa a zelar pela saúde monetária da economia e com isso eliminar a inflação.

Defender a liberdade operacional do Banco Central é, em última instância, garantir a estabilidade econômica. Esse ambiente permitirá a implantação das reformas estruturais tão necessárias ao fortalecimento do setor produtivo e ao crescimento do País. Essas reformas fortalecerão a competitividade da indústria brasileira. O caminho é esse.

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