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FIBRA
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Artigo publicado originalmente no Jornal de Brasília, em 17 de fevereiro de 2011.
O corte de R$ 50 bilhões nas despesas do orçamento geral da União de 2011, anunciado pela equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, representa um ajuste nas contas governamentais e um compromisso com a austeridade fiscal. Colocar um freio nos gastos públicos é, sem dúvida, uma medida positiva e um instrumento importante para controlar a inflação. Os números mostram que durante os últimos oito anos houve um crescimento de gastos equivalente a 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas aumentaram de 15,1% para 18,4% do PIB.
Esse crescimento dos gastos públicos, evidentemente, não beneficiou o País. Apesar de o governo ter adotado medidas para estimular a economia durante a crise internacional, as despesas de pessoal e custeio acabaram aumentando os gastos. O aquecimento da economia brasileira em 2010 acabou por provocar uma volta da inflação. Agora, mais do que nunca, é preciso contê-la. Para isso, esse esforço fiscal se faz necessário. A Federação das Indústrias do DF (Fibra) acredita na capacidade do governo de promover os cortes.
É uma medida importante para o início do ano. Firma um compromisso. Também será fundamental, além de vontade política, ter firmeza na hora de executar esse plano. Com a redução das despesas públicas será possível manter a inflação num patamar reduzido e, no médio prazo, diminuir a taxa de juros real da economia.