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Empreendedores brasilienses produziram ao longo do primeiro semestre deste ano um documento com 19 diretrizes para uma política industrial com foco no DF e no Entorno. As propostas foram elaboradas por meio de pesquisas e debates com lideranças empresariais. Trata-se da chamada Carta da Indústria. É possível classificar essas sugestões como uma ferramenta fundamental para estimular o desenvolvimento econômico e social de Brasília.
Há muito tempo, os micro e pequenos empresários reivindicavam uma política de apoio e fomento ao setor produtivo. Ao elaborar a carta, os industriais ajudaram a construir essa plataforma. O documento leva em consideração tanto fatores restritivos ao desenvolvimento econômico, como fatores estimuladores. Também indica as ações estratégicas que devem ser empenhadas pelos governantes.
Entre as diretrizes sugeridas estão a ampliação da infraestrutura voltada para a produção, a simplificação burocrática, a consolidação e identificação de cadeias produtivas e o fortalecimento da qualificação profissional. Esse conjunto de propostas foi entregue aos candidatos a governador Agnelo Queiroz (PT), Newton Lins (PSL), Eduardo Brandão (PV), Toninho do PSOL, Frank Svensson (PCB) e Joaquim Roriz (PSC), agora substituído por Weslian Roriz.
Todos os seis postulantes ao Palácio do Buriti se comprometeram a incorporar a Carta da Indústria em suas plataformas de governo. Justamente por isso, os brasilienses poderão cobrar do futuro governador um esforço pelo aumento da industrialização do DF e de sua região de influência, o que beneficiará toda a sociedade com o aumento da geração de emprego e renda.
Em síntese, a Carta da Indústria representa uma indicação dos caminhos que devem ser percorridos para ampliar a produção do Distrito Federal. O próximo governador precisa trilhar esse percurso. Esse desafio só será vencido quando toda a sociedade tiver consciência da importância da industrialização no progresso de Brasília.