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FIBRA
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Recentemente, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou a pesquisa “As razões da educação profissional: olhar da demanda”, revelando que o número de brasileiros que frequentaram cursos de educação profissional cresceu 83% em seis anos. De acordo com a pesquisa, os brasileiros da classe C, residentes na periferia, são os que mais procuram esse tipo de formação. Com vistas a atender a esse público no Distrito Federal, o Senai-DF ofertou, na última semana, 634 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional. As oportunidades foram para 16 cursos distintos, com turmas previstas nos três turnos, todos eles voltados para os segmentos ligados à indústria. De acordo com o estudo da CNI, os jovens entre 15 e 19 anos, dessa camada da população, fazem clara opção por carteira de trabalho e vêem nesse tipo de formação uma alternativa de ascensão social. Nota-se, assim, uma mudança de paradigma no cenário econômico e social.
Uma análise econômica mais rebuscada pode assinalar ligação entre o aumento da demanda por cursos profissionalizantes desde 2004 e a ascensão da classe média no mesmo período. A juventude está mais atenta ao mercado de trabalho e as oportunidades estão surgindo cada vez mais no segmento produtivo. O Brasil está passando por uma mudança cultural e o Distrito Federal segue esta tendência. Está certo, não vamos negar que os famosos cursinhos preparatórios para concurso público estejam com salas de aulas lotadas. Até porque essa tradição já faz parte do cotidiano do jovem brasiliense, principalmente por uma visão mais arraigada da família, que vê o sucesso profissional na estabilidade e nos altos salários do setor público. Por outro lado, os olhos do jovem atual já estão mais voltados para o mercado de trabalho empreendedor, que não somente o estimula a abrir um negócio, mas também a fazer parte de um negócio que só o faz crescer como profissional, abrindo caminho para ser chamado para outra empresa e outra e outra… só aumentando assim seu currículo e seu rendimento.
Um exemplo claro dessa defesa é a Olimpíada do Conhecimento do Senai. Neste certame, alunos de cursos de qualificação de heterogêneas modalidades ligadas à indústria aprimoram e apresentam suas habilidades para os maiores industriais brasileiros, fazendo da sala de aula uma inigualável vitrine de talentos. Na semana passada, iniciou-se a etapa 2012 da disputa local, nas escolas do DF, com 40 alunos em 23 modalidades. Daqui, sairão os melhores da Capital Federal que disputarão com os melhores do País em São Paulo e, em seguida, com os melhores do mundo, na Alemanha, ano que vem, no WorldSkills, o maior torneio internacional de educação profissional. A edição do ano passado, em Londres, por exemplo, permitiu que William Grassioti, um jovem brasiliense, da nova classe média brasileira, garantisse o primeiro lugar em sua ocupação, Mecânica de Refrigeração. O menino saiu de lá com medalha de ouro, honras e diversas propostas de emprego pelas maiores indústrias do mundo. Agora perguntem ao William se ele se sente menor que aquele cara que passou no último e concorrido concurso público do Senado…