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FIBRA
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Artigo publicado originalmente o Jornal de Brasília e na revista Parceiros em Foco.
Inovação. Essa é uma palavra-chave no universo do empreendedorismo. A capacidade de transformar positivamente uma realidade, a partir de um comportamento ou de uma solução inovadora, tem sido vista pelos economistas como uma das principais características do empreendedor. Na análise de estudiosos e líderes empresariais, inovar, assim como investir em capacitação, pode fazer a diferença na hora de montar o próprio negócio ou ser bem-sucedido no mercado de trabalho.
Comprovadamente, para abrir uma empresa não é necessário ser inovador. Mas, para modificar rotinas de trabalho ou elevar os ganhos de uma companhia é preciso, sim, ser criativo. A criatividade surge como uma ferramenta capaz de gerar um novo produto, solucionar um problema no ambiente de trabalho ou estabelecer um diferencial competitivo dentro do mercado. Para os micro e pequenos empresários, principalmente, isso se torna cada vez mais importante, tendo em vista a alta taxa de mortalidade das empresas e os escassos recursos disponíveis para investimentos, o que torna os desafios ainda mais prementes.
Durante fórum sobre empreendedorismo realizado em junho, promovido pelo Jornal de Brasília do Sebrae-DF e do Sistema Fibra, os palestrantes também destacaram o papel da educação como fator capaz de tirar os cidadãos da informalidade. O engajamento e o inconformismo sozinhos não bastam. É nesse ponto que entra a capacitação. O conhecimento e o treinamento adequado fazem com que o profissional aprenda a colocar em prática as suas boas ideias e tenha condições de empreender, seja como dono do seu próprio negócio ou como profissional exemplar.
No fórum, também foram discutidos entraves para o empresário. Dados do Sebrae apontam que 16,9% dos empreendedores classificam a burocracia como maior dificuldade para se desenvolver. Em segundo lugar, com 16,7%, está a falta de dinheiro. Nesse ponto, o primeiro passo do sucesso é o planejamento. A falta dele contribuiu em muito para mortalidade das empresas. O planejamento envolve público alvo, orçamento, objetivos e metas.
O Distrito Federal tem hoje 125 mil comerciantes informais. Esse público poderia estar gerando divisas para o estado se estivesse na formalidade. Levando-se em conta que neste ano o Sebrae pretende capacitar um milhão de pessoas no Distrito Federal, poderemos vir a ter um contingente expressivo de novos empreendedores. Para isso, no entanto, será preciso que esses brasilienses rejeitem a informalidade e a acomodação. Será preciso acreditar em novas formas de gerar desenvolvimento econômico e social para toda a sociedade. O desafio também vale para os políticos e candidatos a cargos públicos. É tempo de empreender.