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FIBRA
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O governo brasileiro tem se empenhado na inserção da indústria nacional no mercado exportador mundial. No ano passado, na sede do BNDES, no Rio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) com metas ousadas para o comércio exterior. Mas, o que se constatou no último trimestre de 2008 e nos primeiros meses deste ano foi o impacto da crise financeira internacional nas vendas externas. Mesmo diante das dificuldades, o Palácio do Planalto vem se mobilizando para impedir que as exportações atinjam proporções menores.
Neste contexto, a Federação das Indústrias do DF (Fibra) tem apoiado de forma incondicional as autoridades brasileiras no sentido de estabelecer parceria para que, juntos, possamos atravessar o momento de adversidade. Não se quer perder um trabalho que vinha sendo feito há anos pelo governo federal de incremento às vendas internacionais.
No âmbito do Distrito Federal, no ano passado, as exportações das indústrias atingiram a marca recorde de US$ 165,793 milhões, sendo que a carne de frango figura como o principal produto da pauta de vendas externas, com montante de US$ 119,318 milhões comercializados pela Sadia, a líder do ranking das empresas. A Venezuela vem liderando a lista dos principais mercados. Em 2008, o país vizinho importou US$ 74,080 milhões.
Destaco que, se não fosse o efeito da crise no quarto trimestre do ano passado, o DF teria um resultado bem próximo dos US$ 200 milhões em exportações, marca que pretendemos alcançar no ano de 2010. Para isso será necessária uma conjugação de fatores no comércio internacional. É uma meta que pode ser alcançada se levarmos em conta o desempenho das vendas externas nos quatro primeiros meses de 2009: US$ 33,446 milhões. Em abril passado, o comércio atingiu US$ 10,708 milhões, ou seja, bem próximo daquilo que se constatou no começo de 2008.
E, para incrementar ainda mais as exportações, a Fibra vem promovendo ações no sentido de abrir as portas para os mercados internacionais para as indústrias brasilienses. São as missões ao exterior promovidas pelo governo federal sob liderança do presidente Lula. Na prática, trata-se de um movimento que prima pela busca de novos mercados e a diversificação da pauta de produtos a serem exportados.
Nos últimos meses empresários do DF estiveram em missões no Panamá, Índia, Alemanha, Países Baixos, Itália, Bolívia e Argentina. Nas próximas duas semanas, as missões empresariais lideradas pela CNI e como partes das delegações do presidente Lula estarão em Riad (Arábia Saudita), Pequim (China) e Istambul (Turquia). Por se tratar de uma viagem bastante cansativa para voos de carreira, a CNI designou lideranças empresariais para estarem à frente em cada um este intercâmbio comercial.
Coube à Fibra acompanhar a missão na Turquia. Vejo como sendo uma excelente oportunidade para iniciarmos os contatos comerciais com Istambul. Dos três países a serem visitados, a Turquia ainda não figura no ranking de parceiros comerciais das indústrias do DF. Esta é a mais importante razão. Até porque dados do governo brasileiro mostram que, no ano passado, a Turquia importou US$ 204 bilhões de todo o mundo, mas apenas 0,4% do Brasil e nada das indústrias da capital federal.
Na esteira deste mercado, o comércio Brasil-Turquia vem crescendo, mesmo com o fraco desempenho no ano passado, de forma vertiginosa. Em 2008, a corrente comercial ficou em US$ 1,1 bilhão, sendo um superávit de US$ 478 milhões em favor do Brasil. Neste sentido, as indústrias brasilienses estão percebendo o tamanho do mercado que é possível conquistar.
A proposta da missão empresarial conta com seminário sobre as oportunidades de negócios nos dois países. A primeira parte do encontro tratará dos setores de petróleo, gás e biocombustíveis, bem como a integração de cadeias produtivas Brasil-Turquia, sendo este ponto o foco de interesse da indústria local. Além disso, pode-se esperar que aquele país se transforme em importante ponte dos negócios brasileiros para os países orientais. O turismo é outro item da pauta de acordos que deve ser implementada nesta missão política e empresarial.
Além do comércio, a Turquia tem localização estratégica entre a Europa e a Ásia, com PIB superior a US$ 800 bilhões e renda per capita acima de US$ 10 mil. É com este sentimento de projetarmos as indústrias locais que seguimos no firme propósito de liderar delegações de indústrias brasileiras.
Antônio Rocha, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra)