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FIBRA
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Artigo publicado originalmente no Jornal de Brasília, em 11 de julho de 2010.
Aumentar os juros nesse momento pode colocar em risco o bom andamento da economia brasileira e prejudicar a geração de empregos. Os sinais mais evidentes são de desaceleração econômica e estabilização inflacionária. Dessa forma, preocupa o retorno da taxa Selic para o patamar dos dois dígitos. Não existem explicações para desestimular os investimentos produtivos.
Segundo o próprio Banco Central, o Índice de Atividade Econômica do País ficou estável em maio, comparado com o mês de abril. Além disso, o aumento do investimento foi mais intenso do que o do consumo para o crescimento da economia no primeiro trimestre. A evolução recente dos preços aponta ainda para o arrefecimento da inflação, visto que o preço dos alimentos caiu com o fim das chuvas do início do ano.
Os primeiros meses de 2010 trouxeram alguma pressão inflacionária, mas todas em razão de ajustes pontuais e sazonais, como mensalidades escolares, passagens de ônibus, produtos in natura e álcool. De acordo com o IBGE, órgão do próprio governo, a inflação oficial de junho ficou estável (0,0%) e foi a menor taxa mensal para o índice apurada desde 2006.
Diante desse cenário, a Federação das Indústrias do DF defende que o ciclo de alta dos juros seja interrompido. Ressalte-se que o centro da meta de inflação para este ano, de 4,5%, deverá ser cumprido sem grandes dificuldades. Um aumento da taxa Selic em 0,75% pode comprometer o crescimento do País no próximo ano e nos seguintes.