O rumo certo

FIBRA
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Na história recente deste País não encontramos registros de avanços nas áreas econômicas e sociais como as verificadas nos últimos seis anos. Se deixarmos de lado as cores políticas – ou até mesmo as bandeiras dos partidos políticos, constataremos que o empresariado brasileiro nunca contou com tanto apoio governamental como o verificado no período. E, na condição de condutor deste barco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem conseguindo dar as respostas nos mais diversos momentos, quer seja quando se atravessa uma crise financeira ou até mesmo num instante de fadiga política.

Com esta preliminar, permitamo-nos direcionar nosso olhar para a economia brasileira. A partir da abertura dos setores estatais de telecomunicações, energia elétrica, portos, rodovias e ferrovias, no governo do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, o que foi salutar para se estabelecer a competição nos setores de infraestrutura, o Brasil se vê num novo ordenamento econômico, inclusive com a demanda de redefinição do marco regulatório, condição importante para o incentivo de novos investimentos e a manutenção daqueles projetos já comprometidos e anunciados por conglomerados mundiais.

Diante deste cenário, daquilo que parecia ser uma política voltada para os Estados mais desenvolvidos, verificamos a busca de um tratamento equânime a todos os entes federativos. Com as devidas proporções, o governo federal dá o mesmo tratamento ou incentiva o crescimento das unidades federativas A ou B ou C. No ano passado, na Embaixada do Brasil na Colômbia, o presidente Lula nos instigou a prospectar novos mercados. O objetivo é desenharmos parcerias com Nações diferentes dos eixos tradicionais – Estados Unidos e Europa.

As indústrias do Distrito Federal, incipientes para uma capital que tem quase cinco décadas de fundação, buscam o maior dinamismo. Este papel tem sido fundamental na relação entre a Fibra e os governos federal e local. As exportações estão voltadas para frangos e miudezas, ou seja, o agronegócio, tendo na Venezuela, Portugal, Emirados Árabes, Rússia os principais mercados importadores da produção da capital brasileira.

Mas, o presidente Lula quer muito mais. Na missão empresarial na Turquia, em discurso de encerramento do seminário Brasil-Turquia, fomos instados a uma mobilização mais ampla: a sugestão é que nos empenhamos um pouco mais já que cada Estado tem uma federação da indústria. Disse Lula naquela ocasião: “Se cada estado brasileiro que tem uma federação, uma vez por mês lotasse um avião charter e escolhesse um país para vender os produtos ou para comprar produtos, certamente nós teríamos muito mais dinamismo do que temos hoje.”

Na prática, as palavras podem ser traduzidas como um verdadeiro ânimo aos empresários brasileiros. Este chacoalhar presidencial traduz o objetivo com que se pretende ampliar a participação do Brasil nas vendas externas. O exemplo da Turquia, que no ano passado importou US$ 204 bilhões de outros países, mas apenas 0,4% do Brasil, é algo que requer maior mobilização do setor produtivo nacional.

A inversão de resultados já foi conseguida com a China, por exemplo, que na balança comercial divulgada em maio ultrapassou os Estados Unidos no volume de negócios. Este fluxo comercial com os chineses deve ser uma de nossas metas no DF. Isso se dá num instante, por exemplo, em que voltamos às atenções para o Parque Tecnológico Capital Digital, uma das vocações industriais de Brasília, a ser erguido numa área de 123 hectares próximo à Granja do Torto.

No mesmo contexto, abrimos as portas para atrair outras indústrias que desejam apostar na cidade num momento em que o desenvolvimento econômico se avizinha. Esta percepção de mercado permitirá que se pavimente uma rodovia de mão dupla. A aposta em empreendimentos locais pode resultar no fortalecimento das indústrias naquilo que diz respeito ao fluxo comercial internacional.

E, neste entendimento de parceria, buscamos seguir com o apoio e o incentivo do presidente Lula para elevarmos as nossas indústrias ao topo do desenvolvimento. Assim, há um ganho para toda a sociedade e Brasília passará a ser reconhecida como sendo a cidade do empreendedorismo, acabando com a pecha do centro administrativo e político do País.

 Por este raciocínio, o setor produtivo assume um papel importante também no que diz respeito a assegurar a oferta de emprego aos profissionais que engrossam as filas dos que buscam uma vaga no mercado de trabalho. Assim, reduziremos um abismo social enorme e, ao mesmo tempo, daremos mais dignidade e cidadania à população.

Antônio Rocha, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra)

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