Redução dos juros

FIBRA
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Artigo publicado originalmente no Jornal de Brasília, em 14 de agosto de 2010.

O Banco Central precisa dar início a uma trajetória de estabilidade da taxa Selic. O Brasil não pode continuar entre os campeões mundiais das maiores taxas de juros. Novo aumento, nesse mês de agosto, pode colocar em risco o bom andamento da economia e prejudicar a geração de empregos. Os sinais mais evidentes são de desaceleração econômica e estabilização inflacionária. Dessa forma, não existem explicações para desestimular os investimentos produtivos. Em julho, o Comitê de Política Monetária do Banco Central aumentou os juros de 10,25% para 10,75% ao ano. A alta na taxa básica levou os juros reais a 5,6% ao ano e o Brasil a liderança de um ranking negativo. Na segunda posição aparece a China, com taxa real de 2,3%, e na terceira, está a Rússia, com 1,8%. Assim, continuamos no patamar de dois dígitos da taxa Selic.

Isso é prejudicial para o crescimento e desestimula quem produz e quem trabalha, ao ameaçar o emprego. Os aumentos anteriores foram justificados pela pressão dos preços registrada no início do ano. No entanto, esse movimento inflacionário ocorreu em razão de ajustes pontuais e sazonais, como mensalidades escolares, passagens de ônibus e álcool. Segundo o próprio Banco Central, o aumento do investimento foi mais intenso do que o do consumo para o crescimento da economia no primeiro trimestre. O momento requer um freio técnico na escalada de crescimento dos juros. Seria interessante incentivar o consumo e a geração de emprego e não o contrário.

 

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