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FIBRA
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A indústria brasiliense tem vivido um duro período de retração em 2016, mas, com queda menos intensa à apurada em 2015. Segundo levantamento registrado pela Federação das Indústrias do DF (Fibra), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor fabril local encerrou o primeiro semestre de 2016 com queda da produção e do emprego menor do que o observado no mesmo período do ano anterior. Em junho, por exemplo, a produção industrial ficou em 43,9 pontos frente aos 37,9 pontos registrados em junho de 2015.
De acordo com a Sondagem Industrial, “o posicionamento abaixo da linha divisória dos 50 pontos revela que a queda na produção persiste, contudo, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o índice aumentou 6 pontos, revelando que a queda foi menos intensa na indústria local”.
Além disso, o levantamento mostra diminuição da ociosidade do parque fabril do DF. Na mesma base de comparação, houve alta no percentual médio de utilização da capacidade instalada (UCI), que subiu 4 p.p. ao passar de 60% em junho de 2015 para 64% em junho deste ano.
O quadro é o mesmo para os demais indicadores analisados pela pesquisa. O emprego industrial continua em queda, segundo mostra a Sondagem. O indicador encerrou o primeiro semestre do ano passado em 38,4 pontos, contra os 44,7 pontos verificados no mesmo período de 2016.
“Segundo o presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar, o arrefecimento do movimento de retração da indústria brasiliense ainda não foi capaz de reverter a tendência de queda observada no emprego”, diz.
Expectativas para os próximos seis meses
A desaceleração da queda dos indicadores da indústria também não foi suficiente para reverter as expectativas negativas para a realização de investimentos. Em junho, o indicador de intenção de investimentos caiu ainda mais, ficando em 25,8 p., sinalizando falta de ânimo pelos entrevistados – quanto mais próximo do zero, menor a intenção de investir.
As expectativas para o segundo semestre de 2016 ainda não são positivas em sua totalidade. Os destaques positivos são em relação à demanda por produtos (55,2 p.) e aquisição de matéria prima (52,2 p.). Porém, ainda se mostram negativas as perspectivas para a geração de emprego (47,4 p.) e para a geração de exportação (41,7 p.).
Principais problemas
A recuperação da indústria brasiliense está condicionada à melhoria do ambiente de negócios para o setor. Segundo a Sondagem Industrial, os principais problemas enfrentados pelo setor são alto custo da matéria-prima, resposta assinalada por 32% dos entrevistados; seguida da baixa demanda interna (32%) e externa (28%); além da elevada carga tributária (22%); e da inadimplência dos clientes (22%).
Suzana Leite
Assessora de Imprensa da Presidência
Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra)
e-mail:suzana.leite@sistemafibra.org.br