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Assim como todos os setores, o industrial compreende uma série de atividades de risco à saúde e segurança dos trabalhadores. Na construção civil, por exemplo, dados mostram que a média é de 50 mil acidentes do trabalho no Brasil por ano. No Distrito Federal, o tema voltou à tona na última semana, quando um operário foi soterrado em uma obra no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), contabilizando a sexta morte na construção civil na capital federal neste ano. Trata-se de uma estatística alarmante, se pensar que tivemos a perda de um ser humano por mês nessas condições na Capital Federal. Nesse caso específico, foi alegado que a vítima utilizava todos os equipamentos de segurança, mas representantes do sindicato dos trabalhadores da construção civil estiveram na obra e encontraram várias irregularidades no local. Dúvidas como esta não podem existir. Em se tratando de segurança, não pode haver meio-termo: é preciso abusar da prevenção para não haver paliativos em momentos de crise, como ocorria no início do processo de industrialização do Brasil, em que as primeiras leis contra acidentes do trabalho tratavam apenas de garantir a compensação financeira ao acidentado, não o protegendo contra acidentes no horário de expediente.
A segurança no trabalho é um tema sempre em evidência na indústria moderna. Temos hoje maior preocupação em ampliar as ações de prevenção de acidentes e doenças dentro do ambiente de trabalho. Tanto que o Serviço Social da Indústria (Sesi-DF) utiliza um modelo que auxilia as empresas do setor industrial, por meio de assessorias e serviços em Saúde e Segurança no Trabalho, a identificar os riscos e a implementar uma gestão eficaz dentro das empresas, diminuindo, assim, a vulnerabilidade ao trabalhador e ao empresário. Por meio de uma política de fomento específica, as empresas industriais que tem até 20 empregados, por exemplo, gastam apenas R$ 1 por mês por empregado para levar informações e ações preventivas ao seu trabalhador. O valor aumenta proporcionalmente ao número de empregados, até 500, quando se encerra esse fomento e inicia-se outro. Para empresas maiores, há desconto no preço das consultas médicas, por exemplo. Essa é uma iniciativa que visa conscientizar as empresas da importância de se ter uma política de prevenção.
Quando falamos em saúde e segurança do trabalho, não estamos limitando a prevenção de acidentes como o ocorrido no canteiro de obras. O Sesi trabalha qualidade de vida, uma vez que reconhecemos que os maus costumes no estilo de vida do trabalhador e o estresse no trabalho tem consequências indesejáveis para a saúde. Combatemos condições que determinam perigos ao bem-estar, como baixos níveis de apoio na resolução de problemas de ordem pessoal, incentivos à progressão na carreira, conflitos interpessoais e sobrecarga de trabalho etc.
Qualquer que seja o acidente, trata-se de um sinal de alerta. E o reconhecimento de que acidentes de trabalho podem ser evitados é o primeiro passo para que haja melhores condições de segurança dentro do ambiente de trabalho. Além de reduzir essa terrível estatística, indústrias que adotam essas boas práticas reduzem gastos consideráveis com acidentes laborais e até mesmo impactos negativos na imagem do setor com a sociedade.