Valorização do real

FIBRA
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Artigo publicado originalmente no Jornal de Brasília em 10 de outubro de 2010.

A valorização do real frente ao dólar prejudica a indústria e o crescimento econômico do Brasil. Desde setembro, o País tem registrado recordes na entrada da moeda norte-americana, o que agrava o problema do câmbio. Essa semana, por exemplo, o dólar chegou a ser negociado a R$ 1,65 – sua menor cotação desde setembro de 2008, auge da crise financeira internacional. Isso comprova a necessidade de se adotar, nesse momento, medidas capazes de conter a valorização do real e fortalecer a nossa economia.

A cotação atual do dólar deixa os produtos nacionais mais caros no exterior. Ou seja, menos competitivos. O Brasil perde mercados consumidores e exporta menos, provocando queda também na produção. Com esse declínio, muitas indústrias são obrigadas a fechar postos de trabalho e até algumas fábricas. O fato da China ter um câmbio não flutuante piora ainda mais a situação. O produto chinês entra no Brasil barato e essa desvalorização do yuan afeta diretamente o nosso País, pois toneladas de commodities são comercializadas com a China, injetando muitos dólares na economia brasileira.

Para conter a queda do dólar, devem ser tomadas medidas que gerem equilíbrio entre a entrada e a saída de capital. Além disso, devem ser tomadas medidas adicionais como redução de impostos e aumento nos investimentos em infraestrutura. O governo federal precisa fazer o que for possível para desvalorizar o real e fortalecer o produto fabricado no Brasil.

 

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